ENCERRAMENTO DO SETEMBRO AMARELO

Sucesso nas aula remotas

ENCERRAMENTO DO SETEMBRO AMARELO

Escrito por Ricardo. Publicado em Sucesso nas aula remotas.

O mês de setembro foi intenso na rotina escolar do 3º ano do Ensino Médio, os alunos foram imersos no debate em torno da problemática do Suicídio em nossa sociedade.

Temas diversos relacionados à essa temática foram valorizados, permitindo aos alunos reflexão crítica e autoconhecimento.

Para fechar os debates, nossos alunos do Ensino Médio foram convidados e incentivados a participarem de um concurso de redação. Os alunos produziram textos dissertativos-argumentativos sobre o seguinte recorte: Bullying x Suicídio.  Confiram abaixo as melhores produções!

 

Bullying: triste realidade

O bullying é uma prática, que ainda é comum nos dias de hoje, caracteriza-se por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, cometidas por um ou mais agressores contra uma determinada vítima.

O bullying realmente é triste e preocupante, pois é prejudicial à vítima e às pessoas ao seu redor, as quais, muitas vezes, não praticaram o bullying, mas também sofrem quando isso ocorre, nesse contexto, todos precisam ser acolhidos. 

Como se pode observar, o bullying é delicado e crítico, pois a pessoa que sofre o bullying, na maioria dos casos, passa a sofrer muito, isso acarreta em auto isolamento, depressão ou até suicídio, ou, em situações de extrema violência, exemplo disso são os massacres que já ocorreram em escolas por ações de vítimas de bullying. Isso acontece, pois a vítima se sente isolada e humilhada pelos autores das agressões ou até mesmo pelas outras pessoas que não fazem o bullying, mas que “fingem” que a vítima não existe, pois não falam com ela, isso reforça os sentimentos de exclusão e isolamento, que, a longo prazo, ocasiona a depressão, a raiva e a fúria contra aqueles que praticam o bullying.

Para evitar depressão severa, suicídio e massacres, é importante não praticar o bullying, a vítima deve ser acolhida para que não se sinta sozinha e isolada, deve ser auxiliada em sua recuperação e retomada de atividades cotidianas. Medidas como essas certamente evitariam mortes prematuras, casos conhecidos como o suicídio de Mike Emme e o massacre da escola Columbine talvez não fossem exemplos concretos das consequências fatais do bullying.

João Victor Ribeiro

3º ano – Ensino Médio

 

A importância do Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo foi criado em 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CMF) para prevenir o suicídio, esse evento tem o dia 10 de setembro como data oficial de reflexão, contudo ele não é só lembrado em setembro, mas sim o ano todo.

É válido destacar que não só no Brasil, mas no mundo inteiro, o mês de setembro é dedicado à prevenção do suicídio, tragédia que pode acometer qualquer um e não apenas os mais jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídios são causados por problemas mentais como depressão, transtorno bipolar, o uso de substâncias ilícitas (drogas) e bullying.

O suicídio é também fruto das situações sóciorelacionais vivenciadas pela pessoa, isto é, dificuldades de se relacionar com o próximo, o modo como é tratada no dia a dia, as posturas adotadas em situações de insegurança e frustração, etc. Antes de cometer o suicídio, a pessoa demonstra sinais de que não está bem, isolamento, agressividade, tentativas anteriores de tirar a própria vida, comentários autodepreciativos e entre outros.  Em qualquer caso, seja por motivos de ordem psiquiátrica, vícios ou fruto de situações relacionais negativas, a pessoa precisa ser acolhida e passar por um tratamento, pois o aprofundamento dos sintomas pode acarretar no suicídio, trata-se de um problema muito sério que não pode ser levado na brincadeira.

Onde conseguir ajuda? Há núcleos e associações voltados para isso, o CVV (Centro de Valorização da Vida), por exemplo, atua 24h/dia nesse cenário através do disque 188. Além disso, é valido destacar que a ajuda mútua, todos agindo para o bem comum, é fundamental para prevenir o suicídio, vários eventos são feitos: caminhadas e ações de prevenção são realizados anualmente como forma de conscientização.

Nicolas Henrique Souza

3º ano – Ensino Médio

 

Como evitar o suicídio motivado pelo bullying?

A infância é uma fase muito importante, pois as primeiras experiências de uma criança, como os vínculos com pessoas da sua idade e os aprendizados, afetam profundamente no seu desenvolvimento socioemocional. Essa fase é para ser vivida com leveza, portanto sem muitas preocupações. Quando uma criança vivencia situações de medo, impotência e frustração, ela entende que o ambiente em que vive é inseguro, isso pode gerar futuros traumas, ansiedade e até mesmo depressão.

Sabidamente, as crianças e adolescentes passam grande parte da vida na escola, local onde têm mais contato com pessoas de sua idade. Alguns estudantes são submetidos a uma vida escolar não tão agradável quanto a de outros, pois existem muitos casos de bullying no ambiente escolar. O bullying é uma forma de agressão e/ou perseguição de uma pessoa ou grupo contra um indivíduo, a vítima sofre agressões diversas, as quais podem ser verbais, físicas ou psicológicas, ou as três ao mesmo tempo. As vítimas são humilhadas pelos seus agressores, podendo ter suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade como motivos de “zoação”.

Estudos feitos com crianças e adolescentes de 12 a 15 anos, que passaram por bullying na infância, mostram que o risco de suicídio é triplicado. Outro estudo evidencia que 80% das vítimas afirmam que esse tipo de perseguição pode causar problemas futuros como ansiedade e depressão severa, e, nos casos mais graves, pode levar ao suicídio. Infelizmente, muitos adolescentes cogitam em tirar a própria vida para poderem escapar das agressões cotidianas. Nesse sentido, o suicídio é tido como uma maneira de fugir do bullying e dos sofrimentos oriundos dele.

Nota-se, portanto, que o ato de tirar a própria vida é a segunda maior causa de morte entre jovens. Para a diminuição da taxa de suicídio ocorrer, é preciso dar mais visibilidade ao assunto, paralelamente, é preciso fiscalizar e apoiar quem está imerso em situações que levam a esse ato extremo, o debate e a conscientização devem ser amplos, isto é, devem acontecer tanto nas escolas quanto dentro de casa com as pessoas da convivência familiar. Além da conscientização dos alunos e das famílias, é necessário que profissionais capacitados atuem para combater e intervir nas agressões sofridas pelas vítimas. Já os agressores devem se colocar no lugar das vítimas, pois a empatia pode salvar vidas, já o bullying pode destruir muitas.

Sophia Lenharo

3º ano – Ensino Médio

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